Palestra:

"Parto Humanizado, exterogestação e Doulas"

Oficina de Filtro dos Sonhos

No Brasil está cada vez mais crescente o movimento de humanização do parto, que ao contrário do que muitos pensam, não é um tipo de parto e sim uma forma de tornar esse evento cada vez mais consciente e resgatar o que sempre foi instintivo e natural para a humanidade, e que por muitas décadas tentaram interferir, mecanizar e padronizar em um formato único.

Respeitar e acreditar na capacidade fisiológica do corpo, respeitar o processo natural, ajudar a mulher e a família nos seus aspectos psíquicos e emocionais e ajudá-la no seu protagonismo, garantindo-lhe seu direito de escolha é Humanizar o parto.

Nesse cenário o papel da Doula é fundamental, pois é ela quem “serve” (como diz sua própria definição de origem grega) e está capacitada a dar suporte físico e emocional à mulher antes, durante e após o parto, oferecendo conforto, encorajamento, tranquilidade, já que esse período é de intensas transformações.

Falaremos também da exterogestação, realizada com o Babywearing, que significa vestir o bebê. É uma forma de carregar o bebê coladinho ao corpo e que é muito comum em várias culturas (africanas, asiáticas e indígenas) por meio dos slings. O uso do sling possui inúmeros benefícios como proporcionar praticidade, conforto e segurança para pais e bebê. Além de permitir uma postura fisiológica aos bebês, colabora com seu desenvolvimento psicológico devido ao contato físico constante com seu cuidador. Essa comunicação corpo a corpo é muito importante, pois facilita a entrada da criança no mundo exterior ao ventre materno, tornando-a menos traumática e potencialmente benéfica para os pais e para o bebê.

Aprofundando nesse campo de comunicação entre pais-bebê, entraremos também no fascinante mundo psíquico da gestação e primeira infância, entregando ferramentas para que os pais possam desenvolver uma fala e uma escuta favoráveis, desde a concepção, gestação, até o nascimento e desenvolvimento da criança. O bebê é um ser íntegro e desejante de comunicação e linguagem com os adultos, desde o recém-nascido até seus primeiros anos de vida, especialmente. Conhecer os meios de comunicação, corporais e verbais, e transpor as barreiras da idade e da linguagem, são formas de prevenir e sanar sofrimentos e danos.

Temos, assim, formas de refletir sobre esses assuntos e as possibilidades de respostas e estratégias que podemos ter diante das mais diversas circunstâncias da relação pais-bebê.