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Tarô das Bruxas

Tarô das Bruxas

Entre a brisa que move as folhas e o brilho prateado da lua, há um caminho que leva ao sagrado. É por essa trilha que o Tarô das Bruxas, criado pela autora e bruxa natural Ellen Dugan e magistralmente ilustrado por Mark Evans, nos convida a caminhar. Mais que um baralho, ele é um grimório vivo, onde cada carta é um encantamento tecido com símbolos ancestrais e a energia pulsante da natureza.

Em suas lâminas, a tradição é honrada, mas os nomes e imagens respiram nova vida: o Hierofante torna-se o Alto Sacerdote, guardião de ritos e mistérios; a Roda da Fortuna se transforma na Roda do Ano, lembrando-nos que cada fase tem seu tempo sagrado; o Julgamento é agora o Carma, um espelho que mostra que toda escolha deixa sementes no caminho da alma. As figuras da corte, antes meros títulos medievais, vestem-se aqui com as cores e símbolos dos quatro elementos, tornando-se mensageiros ativos do ar, da água, do fogo e da terra.

Enquanto o Tarô de Marselha apresenta uma beleza clássica e enigmática, com arcanos menores sem cenas narrativas, exigindo um olhar mais numerológico e simbólico, o Tarô das Bruxas segue a linha ilustrada do Rider-Waite, oferecendo imagens ricas em ação, expressão e contexto, que convidam a entrar na cena como quem atravessa uma porta mágica. Essa diferença torna a leitura mais intuitiva e visual, permitindo que mesmo iniciantes percebam de imediato as histórias que cada carta conta.

Ao abrir o Tarô das Bruxas, não se folheia apenas um baralho, mas um livro de caminhos: o Louco caminha sob a luz prateada, guiado por corvos; a Sacerdotisa guarda um grimório aberto diante de um altar sob o véu estrelado; a Força surge não como domínio bruto, mas como a alquimia suave entre uma bruxa e seu felino protetor; o Mundo se manifesta em plena roda de flores, luas e colheitas. Cada carta é um convite para ouvir o que a vida, em seu eterno ciclo, deseja ensinar agora.

Esta leitura torna-se um ritual de reconexão. As cartas falam ao coração e ao inconsciente, unindo sabedoria oracular e magia natural. Não se trata apenas de prever, mas de compreender. E, como toda boa magia, trata de nos transformar em pessoas melhores.

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