
Tarô do Amor

O Tarô do Amor, de Jane Lyle — publicado originalmente em 1993 pela Editora Siciliano — foi concebido com um único propósito: clarear os vínculos afetivos sem fatalismos, traduzindo os símbolos do tarô em orientação prática para escolhas amorosas — do início de um encontro à revisão de padrões, dos acordos cotidianos às reconciliações.
Nos Instituto Potala, utilizamos a edição com 22 Arcanos Maiores, suficiente para iluminar decisões sem perder foco. As cartas funcionam como capítulos que organizam o momento: relações que pedem novos acordos, reconciliações que exigem base real e segurança, travessias de luto amoroso com ritmo para recomeçar, encruzilhadas em que é preciso escolher sustentar, pausar ou concluir. Para quem está solteiro, a leitura distingue critério legítimo de rigidez que sabota, revela onde a idealização pesa mais e sugere movimentos simples de abertura, respeitando valores pessoais.
A condução parte de perguntas enxutas que ajudam a refletir: 'O que sustenta este relacionamento hoje — e o que o dispersa? Que padrão meu reaparece e como interrompê-lo sem me ferir?'; 'Que conversa precisa acontecer agora, com quais palavras e em qual tom?'; 'Onde termina o amor e começa o apego?'; 'Quais limites precisam ser mantidos para que o cuidado não vire controle?'; 'Há reciprocidade concreta, afeto e projeto, ou apenas expectativa?'.
Quando o assunto é reconciliação, cabe perguntar: 'Ainda existe base afetiva e segurança para recomeçar?'; 'O que cada parte está disposta a mudar de fato, e o que permanece inegociável?'
Para solteiros: 'Quais critérios são essenciais e quais viraram defesa?'; 'Quanto de passado idealizado ou de perfeição imaginada bloqueia um encontro real?; 'Há disponibilidade verdadeira de tempo e energia?'
O efeito esperado é direto: menos ruído e mais medida. A leitura nomeia forças em jogo, organiza prioridades, aponta um passo possível. É um trabalho ético e sereno: complementa outros cuidados (psicológicos, médicos, jurídicos), não promete interferir na vontade alheia e não opera com previsões fechadas. O objetivo é harmonizar as relações com o outro e com si mesmo. Os corações agradecem!
