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Tarô Dourado (Liz Dean)

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O Golden Tarot - ou Tarô Dourado, em português - é um título que já nomeou diferentes baralhos ao longo das últimas décadas. Entre eles está o Golden Tarot de Kat Black (2003), que utiliza colagens de obras medievais e renascentistas; o Golden Tarot de Liz Dean (2008), com uma abordagem luminosa e contemporânea; o Golden Tarot of the Tsar, de Atanas Atanassov (2003), inspirado na iconografia da Igreja Ortodoxa Russa; o Golden Tarot of Klimt, também de Atanassov (2005), que celebra o esplendor e a sensualidade das obras douradas de Gustav Klimt. Embora compartilhem o mesmo nome, cada um oferece uma experiência estética e espiritual única ao consulente.

O uso do dourado no tarô não é casual. Desde os manuscritos iluminados da Idade Média até as grandes obras renascentistas, o ouro foi símbolo de divino, de revelação e de elevação espiritual. Ao trazer esse brilho para as cartas, os autores de diferentes baralhos não apenas resgatam uma tradição histórica, mas também despertam no consulente um senso de beleza e transcendência. O dourado ilumina a leitura, envolvendo cada resposta em um véu de magia e encantamento, e reforçando a sensação de que o tarô é mais do que um oráculo: é uma obra de arte em movimento.

O Tarô Dourado de Liz Dean destaca-se pela forma como envolve o consulente na experiência da leitura. Seus Arcanos Maiores e Menores surgem como portais simbólicos: alguns revelam trilhas luminosas, cheias de promessas e inspirações, enquanto outros expõem passagens mais desafiadoras, que exigem coragem e reflexão. O fascinante neste oráculo é a maneira como o dourado suaviza até mesmo os presságios menos floridos, trazendo uma atmosfera de encanto que convida à confiança e à esperança. Assim, a beleza das cartas não é apenas estética: ela cumpre a função de acolher, transformando a busca por respostas em um encontro profundo com a arte e com a própria alma.

Mais do que um ornamento, o dourado nos tarôs revela-se como uma linguagem de luz que atravessa culturas e épocas. Seu brilho desperta a alma, acolhe o coração e abre a mente para horizontes antes invisíveis. Cada carta torna-se, assim, um elo entre o humano e o divino: em um oráculo onde a beleza é alicerce, encontrar uma resposta é também uma arte!

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